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12 de Agosto de 2022
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    Porque algumas startups brasileiras não dão certo?

    De cada 10 negócios 6 não são bem-sucedidos

    Ighor Jacintho, Advogado
    Publicado por Ighor Jacintho
    há 5 anos

    O levantamento da Folha de São Paulo, com três aceleradoras de startups do Brasil, nos anos de 2012 e 2013 (ACE, 21212 e Wayra, especializadas em investir e ajudar negócios iniciantes) mostra que, passado esse período, a maior parte das companhias selecionadas para receber investimentos não obteve sucesso.

    Mas, qual o motivo pelo qual esses negócios fracassam?

    Para o professor da Escola de Administração da FGV de São Paulo, Gilberto Sarfati, uma das razões para que esse cenário se forme é o fato das startups lidarem em um ambiente de incertezas e alto risco. Uma vez que esse tipo de negócio costuma ser inovador e diferente dos modelos já estabelecidos pelo mercado. O que pode não ser bem recebido por alguns investidores.

    Por esse motivo, o investidor experiente e com capital, faz uma boa análise de diversas startups. Porque o índice de quebra de empresas com perfil não tradicional no Brasil é grande e muitas startups não têm suas ideias bem estruturadas para driblar esta questão.

    Segundo Rafael Duton, sócio da 21212, 60% das causas do fechamento de startups vistas pela sua aceleradora é o desentendimento entre os sócios.

    Afinal, em todas as relações sociais, o desentendimento é algo comum. Imagina que você é o idealizador de sua empresa e quer que ela tome um determinado rumo. No entanto, seu sócio que têm 45% da sociedade não concorda com a sua visão. Obviamente, vocês entraram em atrito. Em alguns casos as pessoas conseguem entrar em um acordo, mas na maioria das situações, a discórdia acaba custando a vida da organização.

    Como resolver esse problema?

    Para resolver esse tipo de situação e até mesmo evitá-la, a medida mais recomendada é a elaboração de um amplo acordo entre os sócios. Porque é essa a ferramenta jurídica responsável por dar respaldo para desentendimentos entre acionistas.

    Saiba mais sobre essa ferramenta jurídica em nosso artigo!


    Paulo Cezar Aragão, advogado e sócio do escritório Barbosa, Müssnich e Aragão, em entrevista para o portal Endeavor, afirma que “se o acordo de acionistas for bem feito, vai estar empoeirado antes que você precise lê-lo de novo”. Por esse motivo, deve ser realizado no momento em que os sócios estão em bons termos, sem grandes impasses.

    É importante e necessário que a startup esteja bem estruturada, sendo a assessoria jurídica algo essencial e não acessório.


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